A Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) atribuiu nota máxima a praticamente todos os
parâmetros do trabalho da Tratave avaliados por este organismo estatal. Os dados dizem respeito a 2010 e foram agora
tornados públicos por aquela entidade, que considera a qualidade de serviço da empresa “boa” em 12 das 13 áreas
avaliadas.
A ERSAR dá sinal mais à cobertura do serviço da Tratave (100 por cento), bem como à resposta a reclamações escritas,
que teve uma taxa de 100 por cento no ano passado. No parâmetro relativo à ocorrência de inundações, o facto de não ter
sido registada qualquer ocorrência ao longo do ano merece aprovação daquele organismo.
O nível de qualidade do serviço é considerado “bom” no que concerne ao rácio de cobertura dos custos operacionais, rácio
de solvabilidade e utilização das estações de tratamento, em que é registado um nível de 87 por cento. Também merece
aprovação o nível de tratamento da água recolhida, que é de 109 por cento, valor explicado pelas infiltrações de águas de
rede em alta.
A ERSAR dá também nota máxima à inexistência de colapsos estruturais nos coletores e ao facto de ter havido apenas
duas obstruções por cada cem quilómetros de rede do SIDVA ao longo do ano. A avaliação positiva estende-se ainda às
análises residuais realizadas, cumprimento de parâmetros de descarga e destino final das lamas de tratamento, todas com
100 por cento.
Este relatório aponta como aspeto que não merece total aprovação uma avaliação “mediana” dos recursos humanos da à
Tratave, pelo facto de existiram apenas 2,3 funcionários por cada 106 m3 tratados por ano.
Face ao ano anterior, a Tratave melhora no parâmetro relativo à utilização das estações de tratamento, passando de um
nível de qualidade de serviço “mediano” para “bom”. A avaliação da empresa responsável pelo SIDVA tem vindo a melhorar
em todos os anos. A última vez que houve uma avaliação “insatisfatória” foi já em 2008 e dizia respeito à utilização das
estações de tratamento e destino final adequado das lamas de tratamento, que hoje têm ambas nota máxima da ERSAR.
A avaliação é feita desde 2004 e tem em consideração 20 parâmetros, sendo a Tratave avaliada em 13 destes. A
avaliação divide-se em três níveis: verde, que corresponde a “qualidade de serviço boa”, amarelo para “qualidade de
serviço mediana”, e vermelho, para “qualidade de serviço insatisfatória”. A ERSAR pode ainda deixar alertas às entidades
avaliadas. No caso da Tratave, 12 em 13 parâmetros têm avaliação máxima, havendo apenas um “amarelo” na lista
divulgada pela entidade pública no seu sítio da Internet (http://www.ersar.pt)